MATRIZ DE COMPETÊNCIAS CLÍNICAS R2FT
R2FT ACADEMY – Versão Institucional 2026
1. Finalidade do Documento
A presente Matriz de Competências Clínicas R2FT tem como finalidade:
Definir as competências técnicas, clínicas e profissionais esperadas em cada nível do plano de carreira R2FT;
Orientar os processos de avaliação, progressão, manutenção ou regressão do status profissional;
Assegurar padronização de conduta clínica, qualidade técnica e segurança ao paciente;
Servir como referência institucional obrigatória para todos os licenciados da R2FT ACADEMY.
Este documento integra o ecossistema educacional da R2FT ACADEMY e possui caráter dinâmico, evolutivo e atualizável.
2. Estrutura do Plano de Carreira R2FT
O plano de carreira da R2FT é estruturado em três níveis progressivos:
Clínico Júnior R2FT
Clínico Pleno R2FT
Clínico Sênior R2FT
Cada nível pressupõe:
domínio técnico crescente;
ampliação do repertório clínico;
maior autonomia no raciocínio e na tomada de decisão;
maior responsabilidade institucional.
3. Competências Clínicas – Clínico Júnior R2FT
3.1 Perfil Geral Esperado
O Clínico Júnior R2FT é o profissional recém-integrado ao ecossistema clínico, capaz de aplicar o Método R2FT de forma segura, padronizada e supervisionável, dentro de escopos clínicos bem definidos.
3.2 Competências Técnicas Obrigatórias
O Clínico Júnior deve demonstrar domínio satisfatório de:
a) Avaliação Clínica Básica
Anamnese funcional orientada à dor musculoesquelética;
Identificação de padrões de desequilíbrio muscular;
Leitura funcional básica de postura e movimento;
Utilização de ferramentas clínicas padronizadas da R2FT (VAS, facilitados x inibidos).
b) Liberação Miofascial
Aplicação correta das técnicas de liberação miofascial ensinadas no método;
Capacidade de selecionar regiões-alvo com base na avaliação;
Respeito aos critérios de segurança, progressão e dosagem.
c) Ativações Neuromusculares
Aplicação das ativações voltadas à restauração do equilíbrio do tônus;
Domínio inicial dos subsistemas do core;
Integração entre liberação e ativação.
3.3 Escopo Clínico de Atuação – Clínico Júnior
O Clínico Júnior R2FT está habilitado a atuar prioritariamente em casos de:
Lombalgia mecânica funcional;
Dor cervical de origem não traumática;
Dor no quadril associada a desequilíbrios musculares;
Disfunções e dores de ombro de origem funcional.
Casos fora desse escopo podem ser atendidos apenas com supervisão ou encaminhamento institucional, conforme orientação da R2FT ACADEMY.
3.4 Limites Institucionais do Clínico Júnior
O Clínico Júnior R2FT:
Atua dentro de protocolos padronizados;
Possui autonomia parcial no raciocínio clínico;
Não está autorizado a:
criar protocolos próprios;
adaptar estruturalmente o método;
ministrar formações, cursos ou treinamentos baseados no R2FT.
4. Competências Clínicas – Clínico Pleno R2FT
4.1 Perfil Geral Esperado
O Clínico Pleno R2FT é o profissional que ampliou significativamente seu repertório clínico, demonstra maior autonomia técnica e passa a integrar ferramentas de treinamento funcional ao raciocínio clínico.
4.2 Competências Técnicas Esperadas
Além das competências do Clínico Júnior, o Clínico Pleno deve demonstrar:
a) Ampliação do Raciocínio Clínico
Capacidade de lidar com quadros clínicos mais complexos;
Integração entre dor, movimento e desempenho;
Melhor leitura de compensações e cadeias musculares.
b) Ampliação do Escopo Clínico
Casos de joelho;
Epicondilites;
Disfunções mais complexas do aparelho locomotor.
c) Introdução de Ferramentas Funcionais
Utilização clínica de:
Kettlebell;
Macebell;
Clubbell;
Integração de treinamento de solo com objetivos terapêuticos e regenerativos.
4.3 Nível de Autonomia
O Clínico Pleno apresenta:
Autonomia clínica ampliada;
Menor necessidade de supervisão;
Maior capacidade de adaptação dentro dos limites institucionais do método.
5. Competências Clínicas – Clínico Sênior R2FT
5.1 Perfil Geral Esperado
O Clínico Sênior R2FT representa o nível máximo de domínio técnico e institucional dentro da R2FT ACADEMY.
5.2 Competências Técnicas Avançadas
O Clínico Sênior deve demonstrar:
Domínio pleno do Método R2FT;
Autonomia completa no raciocínio clínico;
Capacidade de atuar em contextos complexos e de alto rendimento;
Integração total entre:
reabilitação neuromuscular,
treinamento funcional,
e performance.
5.3 Papel Institucional
O Clínico Sênior pode ser elegível para:
Mentorias clínicas;
Supervisão de outros clínicos;
Atuação como multiplicador regional;
Parcerias estratégicas institucionais com a R2FT.
6. Avaliação, Progressão e Manutenção de Nível
A progressão entre níveis ocorre por meritocracia, considerando:
avaliações teóricas;
avaliação prática (vídeos, parecer técnico);
participação nas atividades da ACADEMY;
conduta ética e institucional.
A R2FT se reserva o direito de:
manter,
progredir,
regredir
ou suspender o status profissional, conforme desempenho técnico e alinhamento institucional.